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Estrutura: Qual Escolher?

Você e o arquiteto já definiram o programa de cômodos que a casa terá e se a construção será térrea ou sobrado. Então chegou a hora de definir a estrutura que será utilizada em sua construção. Os dois métodos construtivos mais usados em obras residenciais são a estrutura convencional de concreto e a alvenaria estrutural.

“O método construtivo já deve ser definido durante a criação do projeto arquitetônico da casa”, alerta o engenheiro civil Alberto Chierighini Filho, de Itu, SP. Com isso, é possível aproveitar as vantagens de cada sistema e elaborar o projeto estrutural de acordo com o sistema construtivo escolhido.

“Ao optar por um tipo de estrutura já no projeto arquitetônico, evita-se imprevistos e improvisos no decorrer da obra”, afirma Alex Sandro Schmid, arquiteto e diretor da SK Projetos e Construções. Segundo ele, novas adaptações do projeto para adequá-las à estrutura podem resultar em um aumento significativo do custo da construção.

Tanto a alvenaria estrutural como a estrutura convencional necessitam de uma mão-de-obra especializada para a sua execução.

ALVENARIA ESTRUTURAL

Neste método construtivo, as paredes são “autoportantes”, ou seja, são capazes de suportar o peso da obra sem a necessidade de vigas e pilares. Com isso, é possível reduzir o tempo de execução e o custo final da obra.

“Para construções em alvenaria estrutural é preciso um planejamento bem definido e um profissional que conheça bem este sistema construtivo, pois o projeto arquitetônico deve-se basear nas modulações do bloco estrutural a ser utilizado”, ressalta Schmid.

Os revestimentos são de menor espessura e a execução das instalações hidráulicas e elétricas são realizadas com a etapa de alvenaria. No entanto, este sistema não possibilita a abertura de grandes vãos, limitando assim a plasticidade do projeto. “As paredes não podem sofrer alterações sem que a estrutura seja afetada. Até mesmo as pequenas reformas precisam de uma avaliação de um profissional especializado para evitar danos estrututrais”, orienta Schmid.

Entre os materiais mais utilizados estão os blocos cerâmicos estruturais específicos. Para ligá-los, são utilizados ferro, microconcreto (conhecido como graute) e argamassa convencional.

Na alvenaria estrutural, a passagem de ferros, fiações, conduítes ou canos é feita através dos furos de encaixe dos blocos. As esquadrias devem ter medidas padronizadas e compatíveis com as do bloco a ser utilizado e as fundações são similares às especificadas nas construções convencionais e definidas a partir do estudo do solo.

ESTRUTURA CONVENCIONAL

É formada por pilares, vigas e lajes de concreto, sendo que os vãos são preenchidos com tijolos de barro e blocos cerâmicos para vedação. Neste caso, o peso da construção é distribuído nos pilares, vigas, lajes e fundações e, por isso, as paredes são conhecidas como “não-portantes”.

“Entre as vantagens da estrutura convencional estão a possibilidade de criação de um projeto mais arrojado e a utilização de portas e janelas fora das medidas padronnizadas”, lista Chierighini Filho. Apesar de ser mais caro que a alvenaria estrutural, é possível realizar qualquer tipo de reforma.

Para a construção de elementos como pilares e vigas são usados aço estrutural e formas de madeira. Depois da construção das paredes, é preciso “rasgá-las” para embutir as instalações hidráulicas e elétricas. Em seguida, deve ser iniciada a etapa de revestimento, caracterizada pela aplicação do chapisco, massa grossa, massa fina e pintura.

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