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História

Numa época em que o termo parceria sequer era utilizado no vocábulário dos negócios brasileiros desenvolvidos na década de 80, alguns ceramistas de Itu e região resolveram apostar na confiança mútua como forma de obterem melhores resultados na comercialização de seus produtos.

Pioneiros no setor, resolveram fundar uma entidade de classe que, hoje é sinônimo de lutas, ideais e vitórias - a Associação das Cerâmicas Vermelhas de Itu e Região, mais conhecida como Acervir. Criada oficialmente em 08 de fevereio de 1985, seu histórico relata uma extensa relação de benefícios ofertados ao mercado - e em contrapartida aos consumidores também.

A ACERVIR, que nasceu de uma conversa durante um churrasco de fim de semana entre donos de cerâmicas, conta atualmente com 88 empresas associadas, de 24 municípios paulistas diversos, e serve como exemplo para tantas outras associações de cerâmicas que se inspiraram nos moldes da Acervir.

Preparando o terreno o ideal da ACERVIR nasceu do panorama negativo da crise econômica que se abatia sobre o mercado da cerâmica vermelha, no ano de 1984. Os preços do material cerâmico, principalmente das telhas, estavam muito baixos, o que gerava descontentamento no setor e possibilidade de quebra de algumas empresas.

Um grupo de ceramistas, encabeçado por Emílio Tortosa e Esmael Daldon, decidiu, então, se reunir para discutir, oficialmente, o preço que era praticado no mercado.

O manual de sobrevivência estava sendo lançado nessas reuniões semanais, que começou com 5 ceramistas.

A idéia deu certo. O grupo da "telha" havia conseguido, dessa forma, melhorar as condições do mercado, o que gerou a mesma reação em outros grupos: o do "tijolo" e o da "laje". Convictos da importância da união desses ingredientes, todos eles perceberam a necessidade de haver, na região, uma entidade que os representasse diante das necessidades emergentes.

Apesar da existência do Sindicato da categoria, as cerâmicas vermelhas sentiam falta de representatividade perante o serviço, perdendo espaço para a cerâmica de pisos e revestimentos.

O silêncio diante dos problemas foi abrindo espaço à luta organizada, as cerâmicas vermelhas haviam encontrado o caminho e em 08 de fevereiro do ano seguinte, a prática era colocada no papel e transformada oficialmente numa associação, que passou a lutar não apenas pelo preço, mas por todas as outras variantes que pudessem edificar o setor.

A ACERVIR foi, então, um modelo de organização regional, tratando de seus problemas nos municípios arredores, mas que , ao mesmo tempo, gerou consciência da força do setor dentro do proprio sindicato da categoria.

 

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