A união em busca da manutenção do mercado gerou, a partir de 1985, perspectivas diferenciadas ao setor. Poderiam, em conjunto, tecer normas de conduta ao produto final, de forma a adequá-lo às necessidades existentes.
Até aquele momento não existia no Brasil normas que pudessem delinear a construção civil, telhas e tijolos de diversos modelos e vários tamanhos dificultavam a eqüidade e o controle final. Com isso, os consumidores eram prejudicados, além, é claro, da grande gama de reclamações e problemas gerados à cerâmica.
A organização das normas técnicas partiu de membros da Acervir, que organizou a primeira comissão de telha cerâmica dentro da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e, em seguida, uma outra comissão de blocos cerâmicos.
A padronização e a normalização ocorreram pouco tempo depois da fundação da ACERVIR, mostrando, já de início, a força da entidade. Havia a necessidade de ofertar aos associados um controle técnico eiciente, rápido e barato.
Nascia, então, outro ideal, concretizado dois anos depois. O controle de qualidade dos produtos cerâmicos tinha apoio, através de um convênio, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) da Universidade de São Paulo (USP).
Em 1987, a ACERVIR criava um laboratório próprio para análise de matéria-prima utilizada entre as cerâmicas associadas, além de pesquisas técnicas sobre os produtos.
O laboratório só foi possível pela parceria com o IPT, participação financeira das empresas, financiamento de recursos na Secretaria de Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia.
No início desta década, mais precisamente em 1991, a ACERVIR firmou convênio com o Sebrae, entidade reconhecida pela atuação nos projetos de gerenciamento administrativo.
Se hoje os produtos da cerâmica vermelha são normatizados pela ABNT e se as cerâmicas da região sobreviveram às dificuldades das décadas de 80 e 90, certamente a ACERVIR tem um grande peso nesse assentamento. Prova desse esforço todo é o programa interno da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), organizado com a ajuda do Sindicato das Cerâmicas e da ACERVIR.
O programa certifica os produtos utilizados nas construções financiadas pelo governo estadual e assim garante que o material só poderá ser utilizado nessas obras se estiver de acordo com a certificação do programa da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU).
Essa importância da procura pela qualidade total na construção civil é imensa. T ão importante, que o sistema copiado pela iniciativa privada e influenciado na ação ionterna da indústria.
Outro fator de real importância foi que a cerâmica vermelha passou a participar ativamente - com sugestões e cobranças - das reuniões do sindicato da categoria, uma vez que era “controlado” pelas cerâmicas “brancas”.
Foi através da conscientização marcada pela fundação da ACERVIR (Associação das Cerâmicas Vermelhas de Itu e Região) que os ceramistas perceberam a necessidade de participação junto ao Sindicato da categoria.
E é essa integração que encontramos atualmente entre os ceramistas sindicalizados e associação.
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