SENAI visita a Acervir para discutir capacitação e mão de obra no setor cerâmico
SENAI visita a Acervir para discutir capacitação e mão de obra no setor cerâmico
Redação Acervir
Redação Acervir


A qualificação da mão de obra tem sido um dos principais desafios enfrentados pela indústria cerâmica no Brasil. Com o avanço das tecnologias produtivas, a necessidade de maior eficiência nos processos e a busca constante por qualidade, o setor demanda profissionais cada vez mais preparados para atuar nas diferentes etapas da cadeia produtiva.
Com esse objetivo, a Acervir (Associação das Cerâmicas Vermelhas de Itu e Região) recebeu recentemente a visita de representantes do SENAI, em um encontro voltado à discussão de iniciativas de capacitação profissional e formação de mão de obra especializada para o setor cerâmico.
Fortalecendo a formação profissional no setor
Durante a reunião, foram debatidas oportunidades de parceria entre a Acervir e o SENAI para o desenvolvimento de programas de qualificação voltados às necessidades reais da indústria cerâmica da região.
Entre os temas abordados estiveram:
A escassez de mão de obra qualificada no setor;
A necessidade de formação técnica alinhada às demandas da indústria;
A criação de programas de capacitação específicos para a produção cerâmica;
O desenvolvimento de cursos voltados para jovens e novos profissionais interessados em ingressar no setor.
A aproximação com o SENAI é estratégica, pois a instituição é referência nacional em educação profissional, inovação e desenvolvimento tecnológico para a indústria.
Conectando educação e indústria
A iniciativa busca aproximar ainda mais o ambiente educacional da realidade industrial. Ao compreender as demandas específicas das cerâmicas associadas, o SENAI poderá estruturar programas de formação mais direcionados, contribuindo para preparar profissionais aptos a atuar em um setor cada vez mais técnico e competitivo.
Além disso, a parceria abre caminhos para projetos futuros que envolvem treinamentos, cursos técnicos, capacitações operacionais e programas de atualização profissional.
Impacto para o futuro do setor
A discussão reforça o compromisso da Acervir em fortalecer o desenvolvimento do setor cerâmico regional, investindo não apenas em tecnologia e inovação, mas também na formação de pessoas.
A qualificação profissional é um dos pilares para garantir produtividade, qualidade e sustentabilidade na indústria cerâmica, além de gerar novas oportunidades de emprego e crescimento econômico para a região.
A Acervir seguirá trabalhando para promover iniciativas que conectem indústria, educação e inovação, contribuindo para preparar o setor cerâmico para os desafios e oportunidades do futuro.


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Associados da Acervir participam da eleição da nova diretoria da Anicer
Alguns associados da Acervir participaram da assembleia que elegeu a nova diretoria da Associação Nacional da Indústria Cerâmica (Anicer) para o período de 2027 a 2030. A votação ocorreu na manhã de 7 de outubro, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no Rio de Janeiro.
A participação dos associados da Acervir reforça a importância do envolvimento das empresas e lideranças do setor nas decisões que contribuem para o fortalecimento da indústria cerâmica em âmbito nacional.
Aguinaldo Faulim é eleito presidente da Anicer
O ceramista Aguinaldo Brandolize Faulim foi eleito presidente da Anicer. Empresário do setor, ele é proprietário das cerâmicas Faulim e Laranjal, em São Paulo, e ocupa a vice-presidência do Sindicercon-SP.
A chapa encabeçada por Faulim foi a única apresentada na eleição e havia sido confirmada pela associação no início de setembro. O mandato da nova diretoria terá início em 1º de janeiro de 2027 e seguirá até 31 de dezembro de 2030.
Com quase cinco décadas de atuação no mercado, o presidente eleito também participa de discussões relacionadas à indústria, à mineração, à construção civil e à sustentabilidade. Sua trajetória institucional inclui a participação em fóruns e entidades como o DECONCIC, o COMIN, a Câmara Ambiental da CETESB e a FIESP.
Nova diretoria assume a gestão de 2027 a 2030
Além do presidente, a diretoria plena será formada por representantes de diferentes estados e áreas de atuação do setor cerâmico:
•Vice-presidente: Carlos Vinicius Aragão Costa Lima (RN)
•1º secretário: José Joaquim Gomes da Costa (PI)
•2º secretário: Eduvard Moreira da Rocha Costa Filho (PA)
•1ª tesoureira: Claudia Pinedo Zottos Volpini (MS)
•2º tesoureiro: Waldyr de Moraes Junior (PI)
•Diretor Técnico de Produção Industrial: Abel Colotto Lorenzetti (SC)
•Diretor Técnico e Normas Técnicas: Constantino Bueno Frollini (SP)
•Diretor de Mercado: Paulo Roberto dos Santos Soares Junior (RS)
Como suplentes universais, foram indicados Ralph Luiz Perrupato (MG) e Marcelo Guimarães Tavares (CE).
O Conselho Fiscal terá como membros efetivos Paulo Kassel Lopes Pessanha (RJ), Bianca Correia dos Santos Hardman (PA) e Arnoldo José Orso (PR).
Participação fortalece a representação do setor
A presença de associados da Acervir na votação demonstra o compromisso da entidade e de seus integrantes com a participação institucional. A integração entre associações, empresas e representantes de diferentes regiões é fundamental para ampliar o diálogo e construir pautas comuns para o desenvolvimento da cadeia cerâmica.
A Acervir parabeniza a nova diretoria da Anicer e deseja sucesso à gestão que conduzirá a entidade no próximo quadriênio.
Referências
[1] Anicer elege nova diretoria para o período de 2027 a 2030
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Acervir participa de O Mochilão e aproxima estudantes da engenharia civil no CEUNSP
A Acervir participou, nesta terça-feira, 6 de outubro, do O Mochilão, evento promovido pelo CEUNSP — Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio para apresentar aos estudantes diferentes profissões, áreas de atuação e possibilidades de carreira.
Realizada no campus de Salto, a iniciativa reuniu apresentações de diversas áreas. A Acervir esteve presente no espaço dedicado à Engenharia Civil, mostrando, de forma prática, como os materiais cerâmicos estão presentes na construção, na arquitetura e na história das cidades.
Blocos, telhas e conhecimento na prática
Durante o evento, a Acervir apresentou produtos fabricados por seus associados e conversou com os alunos sobre as aplicações, características e importância dos materiais cerâmicos para a construção civil.
Os blocos cerâmicos utilizados na ação foram fornecidos pela Acervir em parceria com os associados Ermida e Selecta. Com eles, foram realizadas oficinas de alvenaria, permitindo que os estudantes tivessem contato direto com a montagem e o uso desse importante sistema construtivo.
A atividade também contou com a apresentação da telha padrão já fabricada de acordo com o padrão ANICER, levando aos alunos uma referência atual de qualidade e conformidade para o setor. As telhas foram cedidas pelo associado Faulim.
Além das demonstrações, a Acervir distribuiu brindes aos participantes, contribuindo para tornar a experiência ainda mais próxima e marcante para os estudantes.
Projetos desenvolvidos para aproximar os alunos da profissão
As atividades e os projetos apresentados no espaço da Engenharia Civil foram elaborados pela professora Marcia Mello, que ajudou a criar uma experiência didática, interativa e conectada à realidade profissional.
Mais do que observar produtos, os alunos puderam entender como conhecimentos de materiais, técnicas construtivas, planejamento e execução se relacionam no dia a dia da engenharia civil.
Um prédio histórico construído em tijolos
A participação da Acervir ganhou um significado especial por acontecer em um edifício que, por si só, já representa a força e a durabilidade da construção em tijolos.
O prédio do CEUNSP em Salto está instalado em uma antiga área da Brasital, importante fábrica de tecelagem que marcou o desenvolvimento industrial do município. O conjunto histórico, formado por edificações fabris e pela antiga vila operária, é reconhecido por sua arquitetura predominantemente construída em tijolos.
Conforme o registro histórico apresentado no local, a industrialização de Salto se fortaleceu a partir das primeiras fábricas de tecidos instaladas às margens do rio Tietê. Em 1904, essas iniciativas pioneiras se uniram e, em 1919, deram origem à Brasital S.A., que durante décadas foi uma das principais empregadoras da cidade e contribuiu para a formação das vilas operárias que fazem parte da paisagem urbana de Salto.
Assim, o próprio espaço do evento se transformou em uma demonstração viva do tema apresentado pela Acervir: o tijolo como material capaz de atravessar gerações, preservar memórias e participar da construção do futuro.

Imagem: conjunto histórico da Brasital e vila operária de Salto, construídos em tijolos.
Engenharia civil: uma profissão que transforma espaços
Ao levar blocos, telhas, oficinas e informação para o O Mochilão, a Acervir mostrou aos estudantes que a engenharia civil vai muito além do projeto no papel.
A área envolve a escolha correta de materiais, a busca por qualidade, a execução responsável, a inovação e a capacidade de transformar necessidades em espaços seguros, funcionais e duradouros.
A ação também reforçou a importância da aproximação entre instituições de ensino, profissionais e empresas do setor. Quando os alunos conhecem os materiais e suas aplicações desde cedo, conseguem visualizar com mais clareza as oportunidades e os desafios da profissão.
Acervir e seus associados: construindo conhecimento
A participação no O Mochilão foi possível graças à colaboração entre a Acervir, seus associados e a comunidade acadêmica do CEUNSP. A parceria com Ermida, Selecta e Faulim permitiu apresentar aos estudantes diferentes produtos e soluções, além de demonstrar, na prática, a diversidade e a relevância da indústria cerâmica.
Para a Acervir, iniciativas como essa fortalecem o setor, valorizam os fabricantes associados e ajudam a despertar novas vocações para a engenharia civil e para toda a cadeia da construção.
Ao unir história, tecnologia, prática e diálogo com os estudantes, a entidade reafirma seu compromisso com a formação profissional e com a valorização dos materiais cerâmicos produzidos no Brasil.





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Telha Padrão Anicer: o que é, os três modelos e por que a padronização importa
Quem já precisou trocar uma telha quebrada conhece o problema: a peça nova, mesmo sendo do "mesmo modelo", nem sempre encaixa na antiga. Cada fabricante trabalha com suas próprias medidas, e isso complica a reposição, a especificação em projetos e a vida de quem constrói. É para resolver esse cenário que a Anicer (Associação Nacional da Indústria Cerâmica) criou o Projeto Telha Padrão, com um lema direto: telha precisa ser tudo igual!
O que é o Projeto Telha Padrão
O projeto nasceu como uma iniciativa da Diretoria de Telhas da Anicer. O objetivo é formar um grupo dedicado a pensar o mercado de telhas e o consumidor, entregando um produto que atenda à Norma de Desempenho e incentive a padronização das telhas cerâmicas.
Segundo a documentação técnica divulgada pela Anicer, o projeto foi concebido para atender às demandas do mercado e da construção civil por telhas padronizadas, intercambiáveis e de elevado desempenho. Além de fortalecer a indústria cerâmica, a proposta contribui para a racionalização e a industrialização dos sistemas de cobertura.
O desenvolvimento começou em 2019 e contou com a participação de ceramistas, fabricantes de moldes e especialistas do setor. O projeto é constituído por empresários da cerâmica vermelha, com apoio de técnicos e engenheiros.
Os três modelos padronizados
Três tipos de telha estão sendo padronizados de acordo com a Norma Técnica: Americana, Portuguesa e Romana. As dimensões nominais do produto acabado, após a queima, são:
Modelo | Comprimento | Largura | Distância do pino | Galga | Rendimento médio |
|---|---|---|---|---|---|
Americana | 43,5 cm | 26,3 cm | 39,5 cm | 36 cm | 12,5 telhas/m² |
Portuguesa | 39,5 cm | 22,6 cm | 37,0 cm | 33 cm | 16 telhas/m² |
Romana | 39,5 cm | 22,6 cm | 37,0 cm | 33 cm | 16 telhas/m² |
A Anicer ressalta que as dimensões, a galga e o rendimento médio devem atender às tolerâncias estabelecidas na ABNT NBR 15310:2025, a norma de componentes cerâmicos para telhas.
Por que padronizar?
A padronização traz ganhos para toda a cadeia da construção. De acordo com a Anicer, os modelos padronizados permitem a intercambialidade entre fabricantes, facilitam a reposição de peças, ampliam as possibilidades de especificação em obras públicas e privadas e oferecem mais segurança para consumidores, construtores e projetistas.
Na prática, isso significa que uma telha Portuguesa padrão de um fabricante pode substituir a de outro sem problemas de encaixe. Para quem projeta, significa poder especificar um modelo com dimensões conhecidas e previsíveis. Para a indústria, significa um produto de referência reconhecido pelo mercado.
Do projeto à fábrica: como os modelos foram desenvolvidos
A Telha Padrão não é só um desenho no papel. Os modelos passaram por estudos sucessivos, modelagem tridimensional, desenvolvimento de protótipos, fabricação de moldes e testes industriais em diferentes cerâmicas, o que permitiu validar sua viabilidade técnica e industrial.
Os moldes foram avaliados em indústrias cerâmicas que se dispuseram a realizar esse trabalho. Além de atender aos requisitos da ABNT NBR 15310, o desenvolvimento considerou a viabilidade de fabricação, a estabilidade dimensional, a produtividade, o empilhamento, o empacotamento e o rendimento, buscando modelos adequados a diferentes processos produtivos.
O resultado, nas palavras da própria Anicer, é um conjunto que alia padronização dimensional, desempenho técnico e viabilidade industrial.
Adoção voluntária, geometria preservada
Um ponto importante: o Projeto Telha Padrão não pretende substituir nem restringir os modelos já fabricados, nem impedir que as empresas desenvolvam novos produtos. Cada fabricante continua livre para produzir e comercializar seus próprios modelos.
Por outro lado, quem optar por produzir a Telha Padrão deve preservar integralmente a geometria definida pelo projeto, já que é isso que garante a intercambialidade. Não são permitidas alterações em dimensões nominais, perfil da telha, encaixes longitudinais e transversais, posição e geometria do pino, canais de escoamento ou qualquer outro elemento que afete a intercambialidade e o desempenho da telha ou do telhado.
A única adaptação permitida é o ajuste proporcional de escala para compensar a retração da argila e as particularidades do processo produtivo de cada fábrica, de modo que o produto acabado chegue às dimensões nominais do projeto.
Uma iniciativa aberta a todo o setor
A iniciativa é aberta: todos os ceramistas podem participar, inclusive colaborando com a testagem dos produtos. A Anicer disponibiliza o projeto gratuitamente, oferecendo ao setor uma referência dimensional para as demandas atuais e futuras do mercado, sem abrir mão da autonomia e da identidade de cada fabricante.
Os arquivos 3D das telhas e dos moldes (macho e fêmea) dos três modelos estão disponíveis para download no site da associação.
Saiba mais
Página do projeto: anicer.com.br/projetos/telha-padrao
Download dos modelos 3D: anicer.com.br/modelos-telhas
Fontes: Anicer — página do Projeto Telha Padrão e documento "Dimensões e informações adicionais – Telha Padrão".
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Associados da Acervir participam da eleição da nova diretoria da Anicer
Alguns associados da Acervir participaram da assembleia que elegeu a nova diretoria da Associação Nacional da Indústria Cerâmica (Anicer) para o período de 2027 a 2030. A votação ocorreu na manhã de 7 de outubro, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no Rio de Janeiro.
A participação dos associados da Acervir reforça a importância do envolvimento das empresas e lideranças do setor nas decisões que contribuem para o fortalecimento da indústria cerâmica em âmbito nacional.
Aguinaldo Faulim é eleito presidente da Anicer
O ceramista Aguinaldo Brandolize Faulim foi eleito presidente da Anicer. Empresário do setor, ele é proprietário das cerâmicas Faulim e Laranjal, em São Paulo, e ocupa a vice-presidência do Sindicercon-SP.
A chapa encabeçada por Faulim foi a única apresentada na eleição e havia sido confirmada pela associação no início de setembro. O mandato da nova diretoria terá início em 1º de janeiro de 2027 e seguirá até 31 de dezembro de 2030.
Com quase cinco décadas de atuação no mercado, o presidente eleito também participa de discussões relacionadas à indústria, à mineração, à construção civil e à sustentabilidade. Sua trajetória institucional inclui a participação em fóruns e entidades como o DECONCIC, o COMIN, a Câmara Ambiental da CETESB e a FIESP.
Nova diretoria assume a gestão de 2027 a 2030
Além do presidente, a diretoria plena será formada por representantes de diferentes estados e áreas de atuação do setor cerâmico:
•Vice-presidente: Carlos Vinicius Aragão Costa Lima (RN)
•1º secretário: José Joaquim Gomes da Costa (PI)
•2º secretário: Eduvard Moreira da Rocha Costa Filho (PA)
•1ª tesoureira: Claudia Pinedo Zottos Volpini (MS)
•2º tesoureiro: Waldyr de Moraes Junior (PI)
•Diretor Técnico de Produção Industrial: Abel Colotto Lorenzetti (SC)
•Diretor Técnico e Normas Técnicas: Constantino Bueno Frollini (SP)
•Diretor de Mercado: Paulo Roberto dos Santos Soares Junior (RS)
Como suplentes universais, foram indicados Ralph Luiz Perrupato (MG) e Marcelo Guimarães Tavares (CE).
O Conselho Fiscal terá como membros efetivos Paulo Kassel Lopes Pessanha (RJ), Bianca Correia dos Santos Hardman (PA) e Arnoldo José Orso (PR).
Participação fortalece a representação do setor
A presença de associados da Acervir na votação demonstra o compromisso da entidade e de seus integrantes com a participação institucional. A integração entre associações, empresas e representantes de diferentes regiões é fundamental para ampliar o diálogo e construir pautas comuns para o desenvolvimento da cadeia cerâmica.
A Acervir parabeniza a nova diretoria da Anicer e deseja sucesso à gestão que conduzirá a entidade no próximo quadriênio.
Referências
[1] Anicer elege nova diretoria para o período de 2027 a 2030
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Acervir participa de O Mochilão e aproxima estudantes da engenharia civil no CEUNSP
A Acervir participou, nesta terça-feira, 6 de outubro, do O Mochilão, evento promovido pelo CEUNSP — Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio para apresentar aos estudantes diferentes profissões, áreas de atuação e possibilidades de carreira.
Realizada no campus de Salto, a iniciativa reuniu apresentações de diversas áreas. A Acervir esteve presente no espaço dedicado à Engenharia Civil, mostrando, de forma prática, como os materiais cerâmicos estão presentes na construção, na arquitetura e na história das cidades.
Blocos, telhas e conhecimento na prática
Durante o evento, a Acervir apresentou produtos fabricados por seus associados e conversou com os alunos sobre as aplicações, características e importância dos materiais cerâmicos para a construção civil.
Os blocos cerâmicos utilizados na ação foram fornecidos pela Acervir em parceria com os associados Ermida e Selecta. Com eles, foram realizadas oficinas de alvenaria, permitindo que os estudantes tivessem contato direto com a montagem e o uso desse importante sistema construtivo.
A atividade também contou com a apresentação da telha padrão já fabricada de acordo com o padrão ANICER, levando aos alunos uma referência atual de qualidade e conformidade para o setor. As telhas foram cedidas pelo associado Faulim.
Além das demonstrações, a Acervir distribuiu brindes aos participantes, contribuindo para tornar a experiência ainda mais próxima e marcante para os estudantes.
Projetos desenvolvidos para aproximar os alunos da profissão
As atividades e os projetos apresentados no espaço da Engenharia Civil foram elaborados pela professora Marcia Mello, que ajudou a criar uma experiência didática, interativa e conectada à realidade profissional.
Mais do que observar produtos, os alunos puderam entender como conhecimentos de materiais, técnicas construtivas, planejamento e execução se relacionam no dia a dia da engenharia civil.
Um prédio histórico construído em tijolos
A participação da Acervir ganhou um significado especial por acontecer em um edifício que, por si só, já representa a força e a durabilidade da construção em tijolos.
O prédio do CEUNSP em Salto está instalado em uma antiga área da Brasital, importante fábrica de tecelagem que marcou o desenvolvimento industrial do município. O conjunto histórico, formado por edificações fabris e pela antiga vila operária, é reconhecido por sua arquitetura predominantemente construída em tijolos.
Conforme o registro histórico apresentado no local, a industrialização de Salto se fortaleceu a partir das primeiras fábricas de tecidos instaladas às margens do rio Tietê. Em 1904, essas iniciativas pioneiras se uniram e, em 1919, deram origem à Brasital S.A., que durante décadas foi uma das principais empregadoras da cidade e contribuiu para a formação das vilas operárias que fazem parte da paisagem urbana de Salto.
Assim, o próprio espaço do evento se transformou em uma demonstração viva do tema apresentado pela Acervir: o tijolo como material capaz de atravessar gerações, preservar memórias e participar da construção do futuro.

Imagem: conjunto histórico da Brasital e vila operária de Salto, construídos em tijolos.
Engenharia civil: uma profissão que transforma espaços
Ao levar blocos, telhas, oficinas e informação para o O Mochilão, a Acervir mostrou aos estudantes que a engenharia civil vai muito além do projeto no papel.
A área envolve a escolha correta de materiais, a busca por qualidade, a execução responsável, a inovação e a capacidade de transformar necessidades em espaços seguros, funcionais e duradouros.
A ação também reforçou a importância da aproximação entre instituições de ensino, profissionais e empresas do setor. Quando os alunos conhecem os materiais e suas aplicações desde cedo, conseguem visualizar com mais clareza as oportunidades e os desafios da profissão.
Acervir e seus associados: construindo conhecimento
A participação no O Mochilão foi possível graças à colaboração entre a Acervir, seus associados e a comunidade acadêmica do CEUNSP. A parceria com Ermida, Selecta e Faulim permitiu apresentar aos estudantes diferentes produtos e soluções, além de demonstrar, na prática, a diversidade e a relevância da indústria cerâmica.
Para a Acervir, iniciativas como essa fortalecem o setor, valorizam os fabricantes associados e ajudam a despertar novas vocações para a engenharia civil e para toda a cadeia da construção.
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Telha Padrão Anicer: o que é, os três modelos e por que a padronização importa
Quem já precisou trocar uma telha quebrada conhece o problema: a peça nova, mesmo sendo do "mesmo modelo", nem sempre encaixa na antiga. Cada fabricante trabalha com suas próprias medidas, e isso complica a reposição, a especificação em projetos e a vida de quem constrói. É para resolver esse cenário que a Anicer (Associação Nacional da Indústria Cerâmica) criou o Projeto Telha Padrão, com um lema direto: telha precisa ser tudo igual!
O que é o Projeto Telha Padrão
O projeto nasceu como uma iniciativa da Diretoria de Telhas da Anicer. O objetivo é formar um grupo dedicado a pensar o mercado de telhas e o consumidor, entregando um produto que atenda à Norma de Desempenho e incentive a padronização das telhas cerâmicas.
Segundo a documentação técnica divulgada pela Anicer, o projeto foi concebido para atender às demandas do mercado e da construção civil por telhas padronizadas, intercambiáveis e de elevado desempenho. Além de fortalecer a indústria cerâmica, a proposta contribui para a racionalização e a industrialização dos sistemas de cobertura.
O desenvolvimento começou em 2019 e contou com a participação de ceramistas, fabricantes de moldes e especialistas do setor. O projeto é constituído por empresários da cerâmica vermelha, com apoio de técnicos e engenheiros.
Os três modelos padronizados
Três tipos de telha estão sendo padronizados de acordo com a Norma Técnica: Americana, Portuguesa e Romana. As dimensões nominais do produto acabado, após a queima, são:
Modelo | Comprimento | Largura | Distância do pino | Galga | Rendimento médio |
|---|---|---|---|---|---|
Americana | 43,5 cm | 26,3 cm | 39,5 cm | 36 cm | 12,5 telhas/m² |
Portuguesa | 39,5 cm | 22,6 cm | 37,0 cm | 33 cm | 16 telhas/m² |
Romana | 39,5 cm | 22,6 cm | 37,0 cm | 33 cm | 16 telhas/m² |
A Anicer ressalta que as dimensões, a galga e o rendimento médio devem atender às tolerâncias estabelecidas na ABNT NBR 15310:2025, a norma de componentes cerâmicos para telhas.
Por que padronizar?
A padronização traz ganhos para toda a cadeia da construção. De acordo com a Anicer, os modelos padronizados permitem a intercambialidade entre fabricantes, facilitam a reposição de peças, ampliam as possibilidades de especificação em obras públicas e privadas e oferecem mais segurança para consumidores, construtores e projetistas.
Na prática, isso significa que uma telha Portuguesa padrão de um fabricante pode substituir a de outro sem problemas de encaixe. Para quem projeta, significa poder especificar um modelo com dimensões conhecidas e previsíveis. Para a indústria, significa um produto de referência reconhecido pelo mercado.
Do projeto à fábrica: como os modelos foram desenvolvidos
A Telha Padrão não é só um desenho no papel. Os modelos passaram por estudos sucessivos, modelagem tridimensional, desenvolvimento de protótipos, fabricação de moldes e testes industriais em diferentes cerâmicas, o que permitiu validar sua viabilidade técnica e industrial.
Os moldes foram avaliados em indústrias cerâmicas que se dispuseram a realizar esse trabalho. Além de atender aos requisitos da ABNT NBR 15310, o desenvolvimento considerou a viabilidade de fabricação, a estabilidade dimensional, a produtividade, o empilhamento, o empacotamento e o rendimento, buscando modelos adequados a diferentes processos produtivos.
O resultado, nas palavras da própria Anicer, é um conjunto que alia padronização dimensional, desempenho técnico e viabilidade industrial.
Adoção voluntária, geometria preservada
Um ponto importante: o Projeto Telha Padrão não pretende substituir nem restringir os modelos já fabricados, nem impedir que as empresas desenvolvam novos produtos. Cada fabricante continua livre para produzir e comercializar seus próprios modelos.
Por outro lado, quem optar por produzir a Telha Padrão deve preservar integralmente a geometria definida pelo projeto, já que é isso que garante a intercambialidade. Não são permitidas alterações em dimensões nominais, perfil da telha, encaixes longitudinais e transversais, posição e geometria do pino, canais de escoamento ou qualquer outro elemento que afete a intercambialidade e o desempenho da telha ou do telhado.
A única adaptação permitida é o ajuste proporcional de escala para compensar a retração da argila e as particularidades do processo produtivo de cada fábrica, de modo que o produto acabado chegue às dimensões nominais do projeto.
Uma iniciativa aberta a todo o setor
A iniciativa é aberta: todos os ceramistas podem participar, inclusive colaborando com a testagem dos produtos. A Anicer disponibiliza o projeto gratuitamente, oferecendo ao setor uma referência dimensional para as demandas atuais e futuras do mercado, sem abrir mão da autonomia e da identidade de cada fabricante.
Os arquivos 3D das telhas e dos moldes (macho e fêmea) dos três modelos estão disponíveis para download no site da associação.
Saiba mais
Página do projeto: anicer.com.br/projetos/telha-padrao
Download dos modelos 3D: anicer.com.br/modelos-telhas
Fontes: Anicer — página do Projeto Telha Padrão e documento "Dimensões e informações adicionais – Telha Padrão".
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